Angelo Coronel espera que modernização do aeroporto de Salvador incremente turismo na Bahia

Chegada de novos voos internacionais para capital é uma das expectativas do presidente da Alba com requalificação do equipamento.

O presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) disse que “chegou a hora de levantar a bandeira para soerguer o turismo no Estado em favor da sociedade baiana”. O comentário do presidente Angelo Coronel (PSD) foi feito na manhã desta quinta-feira 19, durante o lançamento da pedra fundamental das obras de modernização do Aeroporto Internacional Luís Eduardo Magalhães.

A expectativa de Angelo Coronel é que a requalificação do aeroporto de Salvador traga novos voos internacionais para a capital do Estado. E que os baianos que precisem viajar para fora do país não tenham que se deslocar para São Paulo, Rio de Janeiro ou Recife, e sim que “saiam e cheguem por aqui”.

A empresa francesa Vinci Airports, vencedora do leilão realizado em 2017, fará a gestão do equipamento até 2047 – uma concessão de 30 anos. O investimento será da ordem de R$ 2 bilhões, com mudanças estruturais em todo o aeroporto, a começar pela pista auxiliar, a construção de um novo terminal de passageiros e a instalação de seis novas pontes de embarque. A reforma total vai englobar uma área de 20 mil metros quadrados, prevista pata terminar em outubro 2019.

A solenidade contou com a participação do governador Rui Costa, do prefeito de Salvador ACM Neto, do presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), José Ricardo Botelho; do presidente global da Vinci Airports, Nicolas Notebaert; do senador Roberto Muniz, e do presidente do aeroporto de Salvador, Julio Ribas.

Participaram ainda a prefeita de Lauro de Freitas, Moema Gramacho, além dos deputados estaduais Eduardo Sales (PP), Zé Neto (PT), Manassés (PSD), Alex Lima (PSB), Reinaldo Braga (PSL) e Mirela Macedo (PSD), secretários de estado e demais autoridades.

INDÚSTRIA MUNDIAL

Angelo Coronel observou que “Salvador tem uma estrutura aeroportuária muito deficiente, que penaliza o Estado, especialmente sua capital”. Para ele, uma estrutura não condizente com as necessidades da população da terceira capital do país, nem com a força do turismo, “uma das maiores indústrias do mundo”. O pessedista disse esperar que a Vinci Airports “chegue com rapidez”, para que se possa dotar o turismo na Bahia de uma infraestrutura competente e eficaz.

Para o governador, o novo equipamento vai abrir as portas de Salvador para o mundo, lhe desejando que traga mais capilaridade de voo. Rui Costa falou do esforço do governo, inclusive com renúncia fiscal, para elevar o número de voos e destinos da capital, e anunciou o novo voo de Salvador – Miami (EUA), que já começa a operar no fim desse mês. Ele, inclusive, acenou com a possibilidade de outros destinos como Argentina, Chile e Zurique, na Suíça.

Chefe do Palácio de Ondina lembrou das “dimensões continentais” da Bahia – que tem extensão territorial semelhante à França -, ocasião em que informou que vem dialogando com a diretoria da Vinci Airports, no sentido de abrir novas concessões para os aeroportos das cidades baianas de Vitória da Conquista, Ilhéus e Porto Seguro.

O prefeito ACM Neto disse desejar que o equipamento seja igual aos melhores do mundo, e que montou no âmbito da Prefeitura uma equipe exclusiva para tratar das licenças com celeridade. Ele lembrou que a modernização do aeroporto chega quando completam 20 anos da morte do político baiano que dá nome ao equipamento.

O presidente da Anac assegurou que a requalificação do aeroporto permitirá mais conforto aos usuários e desenvolvimento para o Estado, destacando o potencial turístico do Estado. Para José Ricardo Botelho, o equipamento vai unir os baianos de outros povos, e será um gerador de emprego e renda.

O diretor-presidente do Luís Eduardo Magalhães, Julio Ribas, historiou o surgimento do equipamento – iniciado em 1925, na então Santo Amaro de Ipitanga – hoje município de Lauro de Freitas -, e da inauguração do campo de aviação do aeroporto de Salvador, em 1930. Ele ressalvou os cuidados da construtora que se pautará pelo índice zero de acidente durante as intervenções.