Coronel chama de imoral o desmanche do Minha Casa, Minha Vida pelo Governo Federal

Durante a passagem do Programa de Governo Participativo (PGP) por Teixeira de Freitas, o presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) e pré-candidato ao Senado na chapa do governador Rui Costa (PT), deputado Angelo Coronel (PSD) criticou o desmanche do programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) pelo Governo Federal.

A preocupação do parlamentar tem como fundamento a falta de investimentos do Governo Temer no único programa de habitação popular do país. No primeiro ano da gestão de Michel Temer à frente presidência da República, o orçamento para o MCMV caiu para 8% do total investido no último ano do governo Dilma Rousseff. Em 2017, foram destinados apenas 7% do aplicado anteriormente e, em 2018, esse orçamento foi zerado.

Em discurso no extremo-sul baiano, Coronel assumiu o compromisso, de juntamente com a bancada da Bahia na câmara alta, lutar contra o déficit habitacional existente no país, e a retomada imediata do programa Minha Casa, Minha Vida. O parlamentar ressaltou que trata-se de um direito constitucional a garantia da moradia para todas as famílias brasileiras.

“No Brasil, nós temos hoje 7 milhões de imóveis sem ocupação, e cerca de 6 milhões de famílias sem ter onde morar. Esse desmanche do Minha Casa, Minha Vida é imoral. Esse erro precisa ser corrigido e serei uma das vozes altivas no Senado para acabar essas distorções e ajudar a solucionar o grave problema da moradia no país”, afirmou durante a 15ª edição do PGP.

Participaram do evento, o governador Rui Costa, o vice-governador João Leão, os candidatos ao senado na chapa, Jacques Wagner e Angelo Coronel, acompanhado da esposa Eleusa Coronel; os senadores Otto Alencar e Lídice da Mata; e o prefeito de Teixeira de Freitas, Timóteo Brito.

Ainda no extremo-sul, a caravana do PGP seguiu para o município de Eunápolis – a 16ª cidade visitada pelo programa. Na oportunidade, Angelo Coronel defendeu a ampliação da Lei do Aprendiz, que permite o ingresso de jovens com idade a partir dos 14 anos a grandes empresas. Para o pré-candidato ao Senado, a lei deveria incluir a possibilidade de emprego em pequenas e médias empresas, como forma de reduzir o desemprego e afastar a juventude do caminho das drogas.

“O Congresso Nacional decidiu que o jovem de 14 anos pode ser absorvido apenas em grandes empresas. As grandes empresas representam 2% das empresas brasileiras, enquanto que as pequenas e médias empresas representam 98% do parque industrial e comercial brasileiro. Se ampliar a Lei do Aprendiz na Constituição Federal, o jovem que não estiver na escola em tempo integral vai poder trabalhar em micro e pequenas empresas – a exemplo de uma padaria, de um supermercado. Com certeza vamos dar ocupação para esse jovem e reduzir o desemprego. Tenho um sonho para o meu país: o de ver a escola do trabalho vencer a escola do crime”, destacou.