Adriano Machado/Reuters
O senador Angelo Coronel (PSD-BA) espera que o vandalismo cometido em Brasília no domingo, 8 de janeiro, sirva ao menos de incentivo para que a Câmara dos Deputados vote o Projeto de Lei que combate a divulgação de informações falsas.
Coronel foi o relator do projeto, conhecido como PL das Fake News, aprovado no Senado, mas que está há mais de dois anos aguardando para ser votado pelos deputados.
Em entrevista à Rádio Senado, o senador baiano, presidente da CPMI das Fake News, disse que espera que o Projeto não tenha sido desconfigurado, “Por que o projeto pune principalmente o anonimato. Muitos desses atos estão sendo patrocinados por pessoas anônimas, que não colocam a sua digital com medo de serem identificadas e presas. Na nossa democracia temos que ter liberdade de expressão, mas não se pode usar do anonimato para incentivar a depredação do patrimônio público, tampouco depreciar as pessoas”, explicou.
Para Coronel o projeto que relatou será um ponta pé inicial para começar a se combater as fake news no Brasil, servindo, inclusive, de modelo para outros países.
Ele não acha que a criação de uma CPI seja necessária para se chegar aos culpados pela depredação do patrimônio público na capital do país.
“Acho que é necessário identificar os patrocinadores, fazer o famoso follow the money (seguir o dinheiro), porque alguém pagou os ônibus, alguém pagou comida, combustível. Então não sei se a CPI é o instrumento adequado para isso”, explicou Coronel, lembrando que uma CPI é formada por integrantes de todos os partidos, então, em sua opinião, há o risco de que informações sejam repassadas aos líderes desses movimentos antidemocráticos.
Para Coronel, investigar o vandalismo em Brasília é papel das polícias (Federal e Civil), sendo que precisa haver punição rigorosa para que a baderna não sirva de modelo e incentivo para outros estados,