Foto Sergey Ponomarev/FMI
O senador Angelo Coronel (PSD-BA) repudiou alguns procedimentos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, Anvisa, nesta 3ª feira, 11, durante o depoimento do presidente do órgão, Antônio Barra Torres, à CPI da Pandemia, no Senado.
Barra Torres foi ouvido a pedido do próprio Coronel, que teve requerimento aprovado pelos integrantes da Comissão.
O senador, que participou da sessão da CPI e fez perguntas a Barra Torres, postou no Twitter críticas à Anvisa, porque a Agência entrou no Superior Tribunal de Justiça, em março de 2020, para retirar do aeroporto de Salvador profissionais da Secretaria de Saúde da Bahia que estavam verificando a temperatura dos passageiros que desembarcavam na capital baiana.
Mas as críticas de Angelo Coronel à Agência são ainda maiores quando o assunto é o veto, até aqui, da Anvisa à importação da vacina russa Sputnik V.
O senador lembrou que vários estados, principalmente do nordeste, encomendaram a vacina e estão sem poder aplicar na população por causa da proibição da Anvisa.
Na opinião do senador, a Agência está prevaricando, ou seja, deixando de cumprir seu dever por interesse ou má fé, já que o Congresso Nacional aprovou, e o presidente Jair Bolsonaro sancionou, Lei que autoriza, em caráter excepcional, a importação de vacinas que tenham sido aprovadas por dez agências internacionais de saúde, caso da Sputnik.
Coronel acredita que a adoção da vacina pelo Brasil evitaria a morte de milhares de pessoas por Covid.
O senador baiano estranha a posição da Agência, já que a vacina foi aprovada pela Comissão Técnica de Biossegurança, vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia, portanto, um órgão do governo.
Dizendo-se decepcionado com a atuação da Agência, Coronel lembrou também que a Sputnik está sendo aplicada na Argentina, “e lá as pessoas não são diferentes das pessoas no Brasil”, acrescentou o senador durante a sessão da CPI.